Terça-feira, 29 de Janeiro de 2013

A Minha Tarte de Limão

O destino é importante, mas no caminho é que está a essência da viagem. Aproveitar e contemplar a paisagem. Fazer paragens, retomar caminho. Mudar de rumo, recalcular a rota. A vida é feita de escolhas. E nesse processo, não há dúvidas, que se conhecem pessoas excepcionais. E isso é uma dádiva. É para ser valorizado no momento e aproveitado ao máximo enquanto dura. Porque nada perdura, nada é para sempre. A vida é efêmera. Por isso mesmo é que é tão bela.

in A Minha Tarte de Limão

(encomendas de exemplares assinados através do email: murielmendes@gmail.com)
publicado por murimendes às 16:31

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Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2013

Quando a merda não tem fim...

 

Todo o prato que contenha um ovo estrelado, é para mim, um vencedor! Aquele ovo amarelinho, gritando pelo pão crocante, para que se junte a ele... Adoro ovo estrelado, mas por regra, começo sempre por comer tudo o resto deixando esta dádiva de Deus para o fim, de forma a prolongar a expectativa e poder acabar em grande. O que frequentemente acontece no entanto, é que depois de comer tudo o resto, começando pelo que mais me desagrada, subindo na escala, até o que mais adoro, é perder o apetite... Das duas uma, ou não como o ovo, ou já estou tão cheia que não o consigo apreciar, tal como na minha fantasia imaginária o tinha feito. Apercebi-me disso hoje, ou pelo menos constatei consciente que era isso que fazia sempre.

 

Porque é que alguns de nós insistem em mandar vir tudo o que é mau primeiro? Porque é que o “desagradável” tem de ter prioridade? Porque é que alguns de nós clamam pelas más notícias e só depois pelas boas? Faço-me entender?

 

Ok, eu sei. Dito de outra forma, limpar sanitas é simplesmente uma coisa nojenta. Não há forma de embelezar a coisa. E é verdade que, ninguém vai tomar duche primeiro para depois ir limpar a sanita. Limpar sanitas é literalmente, mexer na merda. Mesmo que não se veja, já por lá passou certamente e deixou o seu rasto. Mesmo com luvas, limpar sanitas é uma badalhoquice e ponto final!

 

Onde quero chegar então? A vida não é livre de sanitas porcas para limpar. Não há forma de ignorá-las ou conviver com uma sanita nojenta.Uma dia, de tanta trampa acumulada, algo vai rebentar. Mas limpar sanitas não pode ser a nossa vida. Não podemos querer limpar todas as sanitas num só dia, na esperança de passar o resto da semana numa casa de banho imaculada, apreciando o cheiro da limpeza. Não dá! É tão simples quanto isso. Mesmo que houvesse forma de limpar todas as sanitas do mundo, garanto-vos que amanhã, depois de amanhã ou no final da semana, todas estariam cagadas de novo...

 

Por isso, um conselho para quem o quiser e que me dou a mim mesma: não queiram limpar mais sanitas do que aquelas que são precisamente necessárias para garantir o vosso bem estar! Esqueçam a famosa frase de não deixar para amanhã o que pode ser feito hoje, ou seja apliquem–na à vosso favor. Para as coisas boas. Porque não, deixar a limpeza para amanhã se não for assim tão urgente hoje? E, mudando outra vez para o prato... Porque não devorar o ovo estrelado em primeiro e deixar no prato o que não se gosta? Porque não desfrutar da vida em forma de gratidão como ela merece, em vez de um fardo? Como se de um castigo se tratasse pelo qual parecemos buscar o perdão inalcançável? Porque tratamos a vida como uma série de obrigações que se vão amontoando sem fim à vista, deixando os prazeres de tal forma adiados, que nem os conseguimos apreciar na eventualidade de conseguir gozá-los?

 

Planeiem os vossos dias, as vossas semanas, os vossos meses. Delimitem prazos. Organizem-se de forma a aproveitar as coisas boas primeiro e o que é de mau e indispensável na medida certa e na medida estritamente necessária ao presente. Fixem prioridades e ordenem os vossos afazeres. O que é que quero fazer? O que é preciso fazer? O que é mais importante para mim? Esqueçam as pressões exteriores, pensem apenas em vocês e façam o vosso plano.

 

Afinal se limparmos sanitas o dia todo, onde fica a diversão de estar vivo?

publicado por murimendes às 12:00

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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2013

As Flores do Meu Jardim

 

São os pequenos pensamentos que nos incomodam e que ignoramos, que se tornam nos medos que não enfrentamos e depressa acabam por nos minar a nossa confiança, as nossas expectativas e a nossa alegria de viver. E o que começa num incomodo inofensivo, acaba num terror irracional, tal bola de neve a rolar pela encosta, aumentando à medida que vai descendo e acabando numa avalanche incontrolável. Assim acontece o pesadelo. Quando deixamos que todos os nossos pequenos pensamentos que nos provocam emoções tóxicas, cresçam impunes na nossa mente, sem resposta, sem confronto.

 

Aí sim, instala-se a agonia de viver, o sufoco de respirar, a dor do desespero. E começa a doer, tudo faz doer, como se o nosso coração estivesse a ser arrancado a sangue frio. Tudo nos assusta. Passamos a viver na escuridão e mesmo nos dias bons, existe sempre um pensamento furtivo que derruba qualquer esperança que tenhamos em alcançar dias melhores.

 

Mas na realidade, não existe nada que nos esteja a ameaçar. Na realidade, apenas deixamos que as ervas daninhas crescessem no nosso jardim. Confesso que olho pela janela, e o meu terraço tem um aspecto desolador. Há quatro anos, todos os dias eu cuidava dele, por pouco tempo que tivesse, esforçava-me por mantê-lo bonito. Por regar as plantas, arrancar as ervas que insistiam em crescer em todos os vasos. Hoje o meu terraço está com um ar deplorável, mal cuidado e deprimente.

 

A verdade é que um dia deixamos de ter vontade. Um dia não estamos disponíveis. Um dia não temos tempo. Um dia deixamos para amanhã. Um dia, damos conta que o nosso jardim está repleto de ervas daninhas e mal conseguimos recordar a beleza que antes tinha, o bem que nos fazia sentir, o orgulho que tínhamos no resultado do nosso trabalho...

 

E com as ervas, só há uma solução: arrancá-las pela raiz! Matá-las ao mínimo sinal de vida. Caso contrário, teremos uma praga difícil de controlar. Mas mais importante ainda, há que tratar do resto do jardim, das plantas, das flores, das arvores e do relvado. É preciso tratar da terra que dá vida, regar e adubar. É preciso deixar o sol chegar onde ele é necessário. Porque todos sabemos que não é possível livrar-se para sempre das ervas daninhas, mas todos sabemos também que um jardim não se cuida sozinho. Dependendo de nós, a beleza que ele voltará a transparecer.

 

Fico aborrecida por olhar pela janela, porque me descuidei e deixei as minhas flores morrerem. Deixei que a vida fosse desvanecendo aos poucos e em nenhum momento me esforcei por manter a beleza que tanto me enchia a alma. As minhas flores eram lindas e deixei-as morrer, a cada desculpa que arranjava para não calçar as luvas e meter as mãos na sujidade. Hoje por isso, decido que vou recomeçar do zero. Vou pegar nas minhas sementes, e vou plantá-las, dar-lhes vida e cuidar delas para que comecem a crescer e voltem a encher de luz o meu terraço.

 

Eu bem sei que um jardim arruinado e descuidado é desolador. Sei que parece impossível voltar a tê-lo como um dia foi. Mas eu digo que é possível, pode até ficar melhor do que foi, diferente do que foi. Um dia após outro. Começando pelo primeiro vaso, pelo primeiro canteiro, pelo primeiro metro quadrado de terreno. Usem tudo o que tiverem. Não parem a meio! Não desistam! Levem o vosso tempo e sobretudo não caiam no desespero de achar impossível recuperar a vida. Foquem-se no objetivo, na beleza que vos desperta os sentidos, pensem nisso no final do dia, quando estiverem debaixo de água, retirando toda a sujidade que esse trabalho implica.

 

Preservem o que vos é precioso, mesmo que esteja a definhar e que pareça ter um destino sem volta. Dediquem toda a vossa força para salvar o que vale a pena para vocês.  Não tenham receio de mudar conforme vos parecer mais certo. Não existe uma maneira universal de organizar o jardim,por isso, arrisquem, descubram, aprendam. Mas mais importante: FAÇAM! Se não formos nós a cuidar dele, quem o fará? Se não formos nós a imaginá-lo quem o fará? Não o deixem sucumbir ao vosso descuido. Este é o vosso jardim, esta é a vossa vida.

publicado por murimendes às 17:30

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Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2013

Lançamento d' A Minha Tarte de Limão

O meu blog deu um livro! Neste dia 19 de Janeiro, pelas 16h, irá ocorrer o lançamento da minha primeira obra. Por isso sintam-se à vontade e apareçam. Vocês que lêem o que escrevo, façam parte desta experiência :P

 

publicado por murimendes às 18:04

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Destinos traçados

Não acredito na fatalidade do destino. Acredito sim, que somos nós próprios que nos condenamos ao nosso destino. Não podemos certamente controlar o que não depende de nós, mas podemos mudar a forma como encaramos e reagimos ao que nos calha pelo caminho.

 

Segundo o que se vai ouvindo por aí, todos somos condicionados pelo nosso passado. As nossas opções, os nossos medos, os nossos receios, as nossas escolhas e atitudes, o modo como amamos, como agimos... Tudo é consequência do passado.

 

Mas então se se diz que o passado deve apenas ser isso e não terá que condicionar o nosso futuro. Se se diz que nos devemos libertar dele para avançar. Então afinal, onde é que ficamos? Será possível mudar a pessoas que somos, na pessoa que queremos ser? Ou teremos de aceitar que a pessoa que somos é a pessoa que estamos condenados a ser?

 

Do passado se diz para retirar lições para o futuro. Do passado se diz para deixá-lo onde está e viver apenas no dia de hoje. Eu cá digo que o passado deve ficar onde está, mas que será impossível andar para frente, se não fizermos as pazes com ele. Será impossível não temer o futuro, enquanto ele nos assombrar por o termos atirado numa caixa longe da nossa vista, antes mesmo de o perdoar, por não ter sido justo connosco.

 

E todos temos a tendência de escolher o que mais nos convém. Entre aquilo que já está determinado e aquilo que podemos mudar, andamos na corda bamba, oscilando entre o fado e o sonho, entre o conformismo e a luta, entre a certeza e a incerteza. E tanto uns como outros, confundimos os dois lados, uns conformando-se com o que pode ser mudado outros lutando contra o que não tem mudança possível. Estará aí o eterno conflito entre o destino que está traçado e aquele que construímos...

 

E no meio desta confusão, pelo caminho que tentamos seguir para sermos melhores pessoas, por vezes convencemo-nos que temos de mudar quem somos. Mudar essas nossa atitude pouco tolerante. Mudar essa mania para a perfeição. Mudar essa ânsia de querer tudo para ontem. Mudar esse nervoso miudinho que se faz sentir a cada viagem nova que começa. Mudar para ser mais aceitável. Mais igual a todos. Mais igual a tudo. Mas claro, nunca, mesmo nunca: mudar os pensamentos que nos fazem sofrer. Isso seria crime e perderíamos os nossos valores morais. Perderíamos o que somos de um dia para o outro. Isso seria perder a nossa essência, deixando de conseguir reconhecer a direção do céu ou do mar.

 

Mas afinal por que mudar? O que mudar? Digo eu, que sou apenas eu, mudar sim, para deixar o sofrimento. Mudar o que dói. Mudar o que nos impede de alcançarmos a melhor versão de nós mesmo, a pessoa que sonhamos ser quando fechamos os olhos e imaginamos sem restrições, o que sabemos lá no fundo ser. O que poucos sabem existir, mas que ansiamos mostrar.

 

Andar na corda bamba tem esse preço. O preço de nos colocarmos na dúvida. Colocarmo-nos frente ao medo da incerteza, do desconhecido, assumido pela porta que foi aberta. Mas é essa a incerteza que abre a porta a oportunidade. Oportunidade esta que só pode seguir caminho a par com uma fé inabalável. E não falo daquela fé cega que peca pela inércia, mas sim aquela que nos faz ascender ao que de melhor somos, porque acreditamos no melhor que nos vai acontecer. A fé que nos permite andar, sonhar e acreditar. A fé que nos move e nos tira do conformismo lascivo que preenche dias à fio, sem uma única emoção que seja. Sem uma única esperança. Sem uma única expectativa. Falo da fé que nos transcende e revela a luz que alguns de nós se recusam em deixar apagar.

publicado por murimendes às 16:55

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Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2013

Salvem o Zico!

 

 

O caso do Zico faz-me lembrar tudo o que há de errado nesta sociedade. Todos os valores que se foram perdendo, todas as crenças já gastas e ultrapassadas à que alguns permanecem agarrados, ignorando o seu próprio bom senso, a sua própria sabedoria. Assim se vão perdendo todas as oportunidades para agir de outra forma e mudar a história, passo a passo.

 

 

Todas as vozes que se calam. Se conformam. Se apagam. Todas as almas que vão morrendo por dentro, até nada restar tirando o ressentimento, a amargura e leviandade de quem passa pela vida, querendo vingar-se nos vivos do seu estado moribundo de quem é o único culpado. Moribundos que preferem passar ao lado do incógnito, ao lado da vergonha. Passando ao lado da razão de poucos e seguindo o conformismo sufocante de muitos.

O Zico tornou-se um fenómeno, porque urge o sentimento de esperança na vida, na comunidade, na sociedade. Estes tempos são difíceis, mas o Homem constrói a sua fé à partir de pequenos feitos e aí encontramos o melhor da nossa essência. Não precisamos tanto de tudo, apenas um pouco do melhor que podemos fazer e ser. Não precisamos de grandes gestos para encher o coração.

 

E esta sociedade decaí cada vez que mais uma voz proclama “é só mais um cão”. Pois essa é a voz de quem amanhã dirá “é só mais um homem”, “é só mais uma criança”, “é só mais um velho”, “é só mais um pobre”.

 

Eu mantenho a esperança, preciso mantê-la. Eu e muitos como eu. Precisamos lutar contra o conformismo e a habituação perante o desmoronar da preciosidade da vida. Porque no dia que o Zico for mais um cão, um pedaço de nós irá morrer e a cada ser que padecer perante a indiferença, mais bocados irão morrer, até nada restar de humano em nós.

 

O Zico é um ponto de partida. Um pequeno passo, para uma grande revelação. Salvar o Zico é por isso mostrar vontade. Salvar o Zico é salvar a humanidade, salvando um pedacinho de um puzzle enorme. Salvar o Zico é devolver a esperança. É renovar valores e crenças. É evoluir enquanto pessoas, enquanto sociedade. Salvar o Zico é elevar a voz de quem luta contra a indiferença . De quem luta para não deixar a sombra se apoderar da sua alma e de quem luta para restituir o brilho nos olhos de quem vive morto por dentro.

 

Salvar o Zico é o ponto de partida para recuperar o que de humano nos orgulhamos ter, mas há tanto adormeceu em demasiadas almas. Por uma vez peço-vos. Soltem-se dos grilhões e assumam o que está certo. Lutem por uma vida e estarão a lutar pela vossa própria vida!

 

Bem sei que é apenas um cao...

 

Assinem a petição e mandem mensagens!!!!!

http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2013N34295
publicado por murimendes às 11:36

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Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2013

Nós, os amantes do pânico!

 

Dois dias para o Natal, e eu na maior azafama para ter tudo, mas tudo controlado ao pormenor. A correria, que já há alguns dias, semanas, meses... se fazia sentir, estava agora ao rubro. Rumo ao Aki, vou comprar as minhas velas de baunilha, meto-me no carro, respiro fundo, e pronto:

 

- Finalmente, tenho tudo o que preciso!

 

De repente lá vêm os três “tombos” interiores da praxe e que tão bem conheço, seguindo-se o pensamento “não, não posso ir abaixo agora, não quando está toda gente a ver”. Lá começam as palpitações, o coração a sair pela boca, o que não melhora à medida que me vou aproximando do semáforo, que obviamente passa de imediato a vermelho.

 

- Ok Muriel! Já sabes o que isso é, respira fundo!

 

Lá o semáforo passa a verde e quase caí na tentação de virar logo no próximo cruzamento, mas mantenho-me fiel ao meu percurso, já com a língua dormente e visão turva, decido que parar é morrer e lá vou rumo a casa sem pestanejar...

 

E vou-me abaixo, completamente abaixo. Outro ataque de pânico! Para mim é sinal da minha fraqueza, da minha condição humana, mas é sinal sobretudo que já não estou a aguentar mais. E eu não quero que ninguém me veja assim, não quero que a minha vulnerabilidade se exteriorize. Sou forte e sou capaz, não sou frágil ou quebrável. Não sou fraca. Não sou fraca! Não posso ir-me abaixo. Simplesmente não posso...

 

E os meus dias seguintes são a agonia desse pensamento que me assalta sem parar. Os dias seguintes são pensados a tentar evitar a minha exposição aos meus receios. São planeados ao milímetro para garantir que tudo está controlado. E paro. Tenho de parar. Tenho de parar e reflectir sobre o que me leva a estar assim, e não sobre o resultado, sobre os sintomas.

 

Nós os amantes do pânico temos um grande problema. Fugimos dos medos e tentamos racionalizar os pensamentos errados, aqueles que deviam de ir para a gaveta e ficar lá fechados, porque são apenas pensamentos. São apenas pensamentos estúpidos e inúteis, que por muito que lhes demos a volta, não irão ter uma avaliação lógica. E para fugir dos medos, é preciso muita destreza, é preciso viver acelerado, preencher o dia inteiro, as horas, os minutos e os segundos. Não se pode parar!

 

Nós os amantes do pânico, apenas somos capazes de abrir os olhos, quando o corpo nos diz à sua maneira, que temos de abrandar. Mas depois de tanto correr, é difícil voltar a andar pacificamente. É que provavelmente o medo vai-nos apanhar e vamos ter de enfrentá-lo.

 

O medo vai apanhar-me e este é dos bem antigos, é bem grande e assustador. Faz-me sentir pequena ao seu lado, indefesa e desprotegida. Deixei-o crescer durante estes anos todos e agora parece impossível fazer frente, só um milagre o poderia deitar abaixo...

 

Mas não quero passar a minha vida a ser derrubada por ele. Não quero diminuir os meus dias, as minhas conquistas, as minhas alegrias na sua sombra. Não quero mais deixá-lo tomar conta da minha vida. Não quero mais deixá-lo vencer e apoderar-se da minha alma, pois temo que um dia não sobre mais nada dela se tal permitir.

 

Nós os amantes do pânico, temos a mania de odiar a nossa ansiedade e de culpá-la pela nossa realidade. Mas a verdade é que a ansiedade é parte de nós, que pode ser controlada. O pânico é resultado de fugir demasiado tempo ao que deve ser enfrentado. Não sei sinceramente se há quem consiga fugir a vida inteira, mas sei que podemos fugir o que quisermos, mas assim é impossível viver a vida em toda a plenitude do seu significado.

 

E ao olhar para a minha vida, tenho de reconhecer o lado bom da minha ansiedade. É ela que me faz ser excelente em tanta coisa que faço. Que me faz estar atenta ao pormenor. Que me faz estar um passo à frente e estar informada. É ela que me deveria trazer a tranquilidade e serenidade que devia ver no dia de amanhã, porque sei que estou preparada para o que vier. Sem a minha ansiedade não seria quem sou. Sem os meus medos, seria finalmente a melhor versão de mim mesma...

 

 

Amantes do pânico! Dicas para manter essa ansiedade controlada:

- Relaxamento ao acordar e ao deitar (existem várias técnicas de respiração, experimentem!)

- Exercício físico moderado

- Alimentação correcta (menos açúcar, menos sal, menos cafeína, álcool ou tabaco)

- Substituam um “tenho de fazer isto hoje”, por apetece-me fazer isto agora

- Tirar um tempo para vocês apenas

- Sentir as emoções e falar delas. Não queiram o saco a transbordar!

publicado por murimendes às 18:56

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