Quarta-feira, 15 de Maio de 2013

Fofinha ou nem por isso?

 

A cada obrigação que deixo cair por chão, mais a minha alma se liberta. Deixando o mito da perfeição para trás e aceitando ser apenas a melhor pessoa que posso ser, é possível alcançar uma leveza de ser estrondosamente gratificante.

 

Querer estar à altura das expectativas da sociedade, da família, dos amigos e das nossas próprias exigências, pode revelar-se uma tarefa que nos destrói de dentro para fora, sem darmos realmente por isso. Perguntar-se constantemente “o que é que esperam de mim” é uma tortura chinesa! Planear o nosso dia de modo a ser um pião invisível, que se adequa as circunstâncias, agradando às multidões, é... bem, à falta de algo mais poético, uma treta das grandes!

 

E por isso decido hoje, ser menos mulher, menos filha, menos mãe, menos amiga e mais EU. Egoísta, é bem verdade. Mimada, caprichosa, resmungona, mal educada, injusta  e estúpida. Mal humorada, intransigente, amuada. Birrenta, hostil e antipática. Todas estas características que, independentemente do nosso esforço para aparentar o contrário, nos apontam como falhas de carácter profundas...

 

Ah! E que alivio! Viver para mim e menos para todos. Ser a pessoa que mais me interessa e largar o meu fado, o meu destino, a minha sina incontornável. Despeço-me deste sadismo doentio, despeço-me desta pessoa, desta mascara que nunca me serviu e parece servir a tantos.

 

Estou farta de caixas, farta de rótulos, farta de aparências e etiquetas. Farta de enganos e farta de ignorar. Farta de sorrisos amarelos, farta de mentiras. Farta de não incomodar e farta de me misturar. Farta de não sentir senão angústia e desespero, conformismo e desesperança.

 

Estou farta! Farta de ti mundo zombie, que escolhes morrer antes do dia e respirar indiferença perante a vida. A escolha é tua e cada um sabe de si, mas eu, eu saio hoje deste jogo (adequado a crianças entre os 2 e 4 anos) e arrisco-me a ascender às maiores quedas que possa ser possível dar, tentando a minha sorte na menor probabilidade. Quem sabe, um dia me calhe a cautela vencedora... Quem sabe.

 

E por isso hoje, sigo o meu caminho, a minha direcção, o meu hot spot, o meu ponto de extensão como diria a Wikipédia! Reduzo as minhas obrigações aos meus reais sonhos e às minhas reais vontades. Marquesa, sem pretensões de domínio ou de poder, eu passo a ser. E com muito gosto!

 

Porque só assim, só assim poderei descobrir-me plenamente. Só assim serei o reflexo da minha pessoa. Só assim serei fiel aos meus desejos e só assim serei feliz.

 

Ah! Esquecia-me do meu melhor: mais sarcástica!

publicado por murimendes às 15:09

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2 comentários:
De Tania a 15 de Maio de 2013 às 16:12
:) gostava de também conseguir pensar assim...
Não é tenha tudo planeado ao milímetro, mas vivo muito nas expectativas dos outros, não exijo, não mostro o que sou como posso pedir que os outros me compreendam, não é?
Somos todos diferentes, e que bom é existir essa diferença, mas é preciso mostra-la, dar a conhecer o que somos, exigir o nosso lugar, eu quero isso, mas não consigo ser assim, pq ? Ai, esta minha falta de confiança....
De murimendes a 15 de Maio de 2013 às 16:56
Levei muito tempo a chegar a esta conclusão, porque achava que fazia de mim uma pessoa pior. Mas não, só faz de mim uma pessoa melhor, que gasta energias no que realmente importa como deixa de engolir tantos sapos!
Confesso no entanto que a parte prática é difícil de começar a aplicar, mas um passo de cada vez, chega-se ao longe :)
No final do dia, temos todos direitos ao nosso espaço e a ser quem somos. Tal como temos todos o dever de respeitar o espaço alheio. Quem ficar ofendido com isso... já é problema do outro certo? :)
Força nisso!

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